PREVENÇÃO DO AUTISMO? – INTERVIR EM SINTOMAS ANTES DOS 15 MESES PARECE SER A RESPOSTA

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Rita Camargo – Pediatra

O casos de autismo tem aumentado a cada ano na população mundial. Neste post, tento trazer um pouco de informação sobre as possíveis causas deste aumento, querendo saber mais clique no link.

https://ritapediatra.com/2018/06/22/aumento-nos-casos-de-autismo/

Recentemente ,diversos estudos vem sendo publicados demonstrando que a identificação de sinais de risco para autismo presentes em crianças abaixo de 15 meses e intervenção precoce podem reduzir muito os sinais de autismo quando a criança está com 3 anos, comparados com crianças com os mesmos sinais de risco em que os pais optaram por aguardar.

A forma de intervenção variou de acordo com os estudos, mas em geral todos envolvem educação e treinamento dos pais para que se incentive a interação e comunicação com a criança, o brincar funcional e estimulação sensorial adequada.

Vou descrever a forma geral em que os estudos foram desenhados. Abaixo, estão os links de dois artigos que relatam alguns dos estudos realizados.

Os bebês colocados no estudo foram avaliados e observados se apresentavam sintomas sugestivos. Então, as famílias optaram se queriam participar do programa ou se preferiam esperar e monitorar.

O programa consistiu em um treinamento dos pais para prestarem atenção às interações infantis, estimular a atenção compartilhada, e incentivo às interações comunicativas, bem como focado no brincar funcional.

Depois, tanto o grupo que recebeu o treinamento de pais como o grupo que optou esperar receberam avaliação periódica pelos pesquisadores.

Embora os grupos fossem parecidos em relação a quantidade de sinais de risco para autismo quando foram avaliados inicialmente, na reavaliação aos 3 anos de idade, as crianças cujos pais receberam treinamento apresentaram sinais de autismo significativamente menores do que o grupo de crianças em que seus pais decidiram esperar. Mais de 70% das crianças da intervenção tinham sintomas tão leves que era difícil diferenciá-los de crianças neurotípicas. Ainda que seja necessário mais estudos para observar a efetividade deste tipo de intervenção, os resultados foram muito grandes e promissores.

Na UC Davis Institute, Flórida, é oferecido acompanhamento para bebês que tenham irmãos autistas a partir dos 6 meses de vida. Quando uma criança é diagnosticada com autismo, o risco de seus irmãos virem a ter autismo fica em cerca de 33%, em média. Já nas crianças acompanhadas pelo programa, estas crianças raramente são diagnosticados com autismo ou apenas apresentam sinais leves. Este estudo também demonstra a grande importância de atenção aos sinais precoces antes de 1 ano de vida.

Está na hora de aprendermos a identificar precocemente e treinar os pais a melhorarem a interação com a criança.

Alguns links interessantes:

Atenção compartilhada:

https://ritapediatra.com/2018/05/03/eu-vejo-o-que-voce-ve-atencao-compartilhada-saiba-o-que-e-e-como-e-importante-no-desenvolvimento-infantil/

M-CHAT – Uma ferramenta de screening para o autismo no consultório de pediatria

https://ritapediatra.com/2018/06/23/m-chat-ferramenta-de-rastreio-para-autismo-no-consultorio-do-pediatra/

 

Trabalhos com bebês de risco para autismo:

https://link.springer.com/article/10.1007/s10803-014-2202-y

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2215036614000911

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