Meu filho é racista?

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Este vídeo é de um experimento realizado no México, confrontando o racismo, que já é evidenciado em crianças pequenas.

http://www.socialfly.com.br/videos/181-teste-do-boneco-revela-o-que-mais-se-temia-sobre-racismo-na-infancia

 

Este vídeo está incompleto, mostrando apenas parte do experimento.

Este outro, abordando vários estudos semelhantes, me fez chorar ao ver uma linda menina de pele escura dizer que a boneca bonita era a branca, a malvada era a preta, e depois apontando qual boneca se parecia mais com ela: a preta.

http://youtu.be/tkpUyB2xgTM

 

Vários experimentos semelhantes sempre evidenciaram que as crianças, muito cedo, começam a ter percepções sobre raças diferentes, com julgamentos estereotipados em relação à cor. Já se pode perceber essa capacidade em crianças tão jovens como dois anos de idade.

Segundo P.O. Bronson, em seu livro Nurture Shock, os pais não costumam conversar com seus filhos sobre racismo , tanto por acharem queas crianças são muito jovens para compreender um conceito complexo, quanto por terem real dificuldade em abordar o assunto. Em um experimento com os pais, era dada uma missão para fazer com os filhos em casa: lerem uma história sobre racismo, e depois debaterem o assunto com eles. Os pais conseguiram ler a história com os filhos, mas tiveram muita dificuldade em discutir o assunto, resumindo rapidamente a história com a frase: “todos são iguais”.

Por que temos dificuldade em abordar o assunto? Por que o racismo é tratado com tanto tabu?

Para as crianças, é comum que aprendam que quem é bonito é bom, o mau é feio; está nos desenhos e livros de contos de fada comuns. Interessante é o Shrek, em que a Fiona decide virar ogra para viver seu grande amor, quebrando com o padrão “Happily ever after” das histórias infantis.

Cabe a nós aprendermos a falar com as crianças desde cedo, sem preconceito, sem reserva, sobre a diferença na cor da pele, sobre a criança especial, sobre os estereótipos femininos e masculinos. Este é um exercício diário, onde cada momento pode ser usado como um aprendizado. Você é o modelo de seu filho. Faça brincadeiras que trabalhem a questão, e na própria brincadeira, provavelmente você perceberá que seu filho já tem forte julgamento sobre o assunto. Use a brincadeira para quebrar este julgamento e aliviar o estereótipo.

 

Nós, pais, reflitamos sobre o assunto e aproveitemos, todos os dias, para mostrar, demonstrar e ensinar conceitos saudáveis sobre cor, raça, gênero e condição social para nossos filhos.

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