BRAIN RULES FOR BABY

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Este é o título do livro escrito por John Medina, um biólogo molecular americano que pesquisa os genes envolvidos no desenvolvimento do cérebro humano e na genética das doenças psiquiátricas.

Ele escreveu diversos livros relacionados à sua linha de pesquisa, mas para nós pais e mães nos interessa este título.

Medina começa o livro contando que, nas palestras que ele costuma dar sobre desenvolvimento do cérebro humano desde o feto até a vida adulta, ele encontra na plateia sempre pais ansiosos, com mínimo interesse na pesquisa em si, mielinização neuronal etc, e sim querem orientações práticas para aumentar a inteligência de seus bebês. Numa delas, um pai perguntou diretamente: O que posso fazer para meu filho entrar em Harvard? Medina respondeu: você quer que seu filho entre em Harvard, então faça o seguinte. Vá para casa e ame sua esposa. A plateia desatou em risos.

Mas ele falava sério. Crianças que vivem em lares amorosos, em que os pais demonstram amor e respeito, e que são bem cuidadas física e emocionalmente têm mais chance de serem mais capazes intelectualmente e emocionalmente. Ele explica que o cérebro humano não está primariamente interessado em aprender, e sim em sobreviver. Então, se o ambiente é seguro, há espaço para que ele se dedique ao aprendizado. Interessante.

 

As orientações que ele desenvolve no livro são simples e singelas, e impressionam porque está no nosso imaginário (mais ainda o do norte-americano) que devíamos ensinar o máximo possível, colocar aos 3 anos em aulas de inglês ou mandarim, comprar brinquedos educativos diversos como fisher price e companhia, e oferecer sessões de Baby Einstein, Galinha Pintadinha etc. Nenhuma dessas estratégias leva a uma melhora cognitiva em seu bebê.

 

Sugestões baseadas no livro:

  • Tenha uma rotina predizível com seu bebê, um ambiente seguro, envolto em amor. Um bebê dentro de um lar estruturado está com seu meio ideal para que seu cérebro se ocupe em aprender coisas.

  • Amamente por um ano.

  • Converse com seu bebê, bastante.

  • Elogie o esforço de seu filho, não a inteligência. Um experimento notável que demonstra os efeitos de elogiar a inteligência fez o seguinte: dois grupos de criança foram levadas em uma sala para montar um quebra cabeça fácil, em que a maior parte delas poderia fazer sem dificuldade. Ao final, o pesquisador falou para um grupo: Parabéns, você se esforçou bastante! Para o outro: Parabéns, você é muito inteligente. Na próxima etapa era oferecido um quebra cabeça no mesmo grau de dificuldade e um mais difícil. Os que foram elogiados por sua inteligência preferiram, em sua maioria, executar o mais fácil. Já os que foram elogiados por seu esforço preferiram aumentar o nível de dificuldade. Vários estudos demonstram este comportamento. Um outro experimento apresentava um teste difícil, em que a criança não conseguiria executar a maior parte dele. Para as mães, o pesquisador mostrava o resultado parcial do teste, e permitia sua entrada por 10 minutos antes de continuar a aplicação. Houve mães que elogiavam seus filhos, o confortaram, não falando sobre o teste recém aplicado. Outras mães revisaram com as crianças, disseram que elas precisavam fazer com mais atenção, perguntaram onde tiveram dúvidas. Quando as crianças fizeram o segundo teste, o primeiro grupo saiu-se pior do que no teste inicial. Já aqueles que a mãe interviu,discutiu o teste saiu-se melhor. Simples assim.

  • Ensine controle de impulso a seu filho.Eduque seus filhos validando seus sentimentos, mas não permitindo ações destrutivas. Se a criança está frustrada, converse com ela, diga que entende que ela está frustrada, ensine-a a identificar suas emoções, mas demonstre que atuar de forma errada não é tolerável. Em suma, dizer a seu filho que está chorando: “não foi nada” ajuda muito pouco. Melhor é endereçar o sentimento e ensinar a controlar seus impulsos.

  • Brincadeiras guiadas, como brincar de cozinheiro, pintor, bombeiro, astronauta.

  • Leia bastante para seu filho, incentive a leitura.

  • Baby Einstein e outros DVDs infantis: um grande não a eles. Não melhoram o desenvolvimento cognitivo do seu bebê e alguns estudos sugerem que até atrapalham.

 

O livro é excelente, aborda muito mais, como a mentira que as crianças contam e como lidar com ela, sobre a gestação, exercícios físicos… Quem se interessar, compre. Bastante útil.

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