Novas recomendações – Coqueluche no lactente – Como reduzir o risco

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Desde 2010 nota-se o aumento de casos de coqueluche em bebês ainda não vacinados (o esquema vacinal é aos 2, 4 e 6 meses). A morbimortalidade destes lactentes é alta, o que preocupa muito quanto à questão da imunização protetora.

O reservatório do germe é o adulto, que apresenta o quadro com uma “gripe mal resolvida”, tossindo por um período de 3 a 4 semanas. 

Em 2011, a ACIP (Advisory Comitee on Immunization Practices), o CDC (Center for Diseases Control) sugeriram que gestantes deveriam ser vacinadas após as 20 semanas de gestação com a vacina contra coqueluche, tétano e difteria do tipo adulto (DTPa – Adulto), visto que a vacina oferece baixo risco para a gestante e ajuda a proteger o bebê em seus primeiros meses de vida, enquanto seu esquema vacinal ainda está incompleto.

Em junho de 2013, tanto o CDC como a ACIP, também a ACOG (American College of Gynecology and Obstetrics) e também a FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) ofereceram recomendações mais específicas, e definindo a segurança desta imunização no período da gestação. A SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) também a incluiu no calendário de vacinação do adulto e da gestante em 2013\2014.

SBIm – Calendário de Imunização do Adulto em PDF 

http://www.sbim.org.br/wp-content/uploads/2013/06/mulher_calendarios-sbim_2013-2014_130610.pdf

Conforme nova recomendação, a vacina deve ser indicada à gestante no período entre 27 e 36 semanas, maximizando seu efeito protetor e sendo possibilitado que anticorpos sejam liberados ao bebê em maior quantidade.

A vacina deve ser realizada em cada gestação, e não mais seguindo a orientação da porção tetânica, de uma dose a cada 5 – 10 anos.

Também é importante informar à gestante que adultos também podem receber esta vacina dtpa, sendo particularmente interessante que todos os adolescentes e adultos que terão convívio com a criança devam receber esta imunização.

Em setembro 2013 o Ministério da Saúde publicou uma portaria no Diário Oficial da União que a partir de 2014 ficaria disponível à rede pública a vacina dTPa para as gestantes acima de 20 semanas. 

Enquanto não há esta disponibilidade nos postos de saúde, o obstetra deve sugerir à gestante a realização desta vacina entre 28 e 36 semanas, que é oferecida na rede particular. No caso da mãe com imunização incompleta para o tétano, ela pode receber uma das doses com a dTPa e as seguintes com a dT. 

Caso a mãe não tenha recebido a dTPa na gestação, o pediatra em seu primeiro contato com a mãe por ocasião do nascimento do seu filho pode orientar que tanto a mãe como os adolescentes e adultos que estão em contato com o bebê recém nascido a recebam. 

Devemos insistir que esta vacina se torne o mais rápido possível disponível nos postos de saúde. Mais um fator de proteção para nossos bebês. 

Abaixo alguns links de interesse, com as recomendações.

Updated Recommendations for Use of Tdap in pregnant women – CDC e ACIP – 2013

http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/mm6207a4.htm

Recomendação FEBRASGO

http://www.febrasgo.org.br/site/?p=5773

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